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Arquivo para o mês “maio, 2017”

Terra de Santa Cruz – Uma história não contada [Oficial]

Trecho do artigo publicado em 1918 e de autoria de Monteiro Lobato, intitulado D. Pedro II.

…”O fato de existir na cúspide da sociedade um símbolo vivo e ativo da Honestidade, no Equilíbrio, da Moderação, da Honra e do dever, bastava para inocular no país em formação, o vírus das melhores virtudes cívicas. O Juiz era honesto, se não por injunções da própria consciência, pela presença da Honestidade no trono. O político visava o bem público, se não por determinismos pessoais, pela influência catalítica da virtude Imperial, As respiravam, a oposição possibilizava-se: O Chefe Permanente das Oposições, estava no Trono. A justiça era um fato: havia no Trono um juiz supremo, incorruptível. O peculatário, o defraudador, o político negocista, o juiz venal, o soldado covarde, o funcionário relapso, o mau cidadão, enfim, e mau por força de pendores congeniais, passava muitas vezes a vida inteira sem incidir num só deslize. A natureza o propelia ao crime, ao abuso, à extorsão, à violência, à iniqüidade mas sofreava as rédeas aos maus instintos, à simples presença da Equidade e da Justiça no trono.
Ignorávamos tudo isso na Monarquia.
Foi preciso que viesse a república, e que alijasse do trono a Força Catalíca, para patentear-se bem claro o curioso fenômeno.
A mesma gente, – o mesmo juiz, o mesmo político, o mesmo soldado, o mesmo funcionário – até 15 de novembro, honesto, bem intencionado, bravo e cumpridor dos deveres, percebendo a ausência do Imperial Freio, desaçamaram a alcatéia dos maus instintos mantidos em quarentena. Daí o contraste dia a dia mais frisamente entre a vida nacional sob D. Pedro II e a vida nacional sob a curul republicana.
D Pedro II era a luz do baile.
Muita harmonia, respeito às damas, polidez de maneiras, jóias d’arte sobre os consolos, dando o conjunto, uma impressão genérica de apuradíssima cultura social.
Extingue-se a luz. As senhoras sentem-se logo apalpadas, trocam-se tabefes, ouvem-se palavreados de tarimba, desaparecem as jóias.
Como, se era a mesma gente!!!
Mas gente em formação, com virtudes cívicas e morais em início de cristalização.
Mais um século de luz acesa, mais um século de catálise imperial, e o processo cristalizatório se operaria completo…
Consolidar-se-iam os costumes, enfibrar-se-ia o caráter. E do mau material humano com que nos formamos, sairia, pela criação duma segunda natureza, um povo capaz de ombrear-se com os mais apurados em cultura e civilização.

“Para esta obra moderadora, organizadora, cristalizadora, nenhuma forma de governo melhor do quê a Monarquia…”

Movimento de restauração da Monarquia no Brasil

A perspectiva política de Luiz Philippe de Orleans e Bragança

CONHECENDO A FAMÍLIA IMPERIAL DO BRASIL

DITADURA REPUBLICANA DISFARÇADA DE DEMOCRACIA

http://brasilmonarquico.blogspot.com/2011/08/longa-mordaca-republicana.html?spref=fb

A Princesa Isabel tinha uma visão muito lúcida sobre a abolição da escravatura no Brasil

A fama de Dom Bosco chegou ao Brasil onde a Princesa Isabel, herdeira do trono, defrontava-se com um sério problema. Ela estava determinada a abolir a escravidão, mas preocupava-se com o futuro dos escravos, depois de libertos.
A Princesa tinha uma visão muito lúcida desse problema. Compreendeu que somente a formação profissionalizante, novidade que Dom Bosco havia lançado no Norte da Itália, poderia ser adequada para assegurar, aos libertos do cativeiro, uma adequada inserção na sociedade brasileira.
A Princesa escreveu a Dom Bosco, pedindo que mandasse missionários para o Brasil e oferecendo-se para ajudar. Houve uma troca de cartas entre o Santo Italiano e a Princesa brasileira. E efetivamente, em 1881, chegaram no Brasil os primeiros missionários salesianos, instalando-se em Niterói, em terreno conseguido pela Princesa Isabel. Tinha assim início a grandiosa obra educadora e missionária dos salesianos no Brasil.
Infelizmente, a proclamação da República impediu a Princesa Isabel de realizar os grandiosos projetos que tinha concebido para seu reinado, no Brasil. E a Lei Áurea não teve o desenvolvimento natural, que seria a integração dos ex-escravos na sociedade brasileira, na posição de dignidade a que faziam jus. Infelizmente, a realização plena da obra redentora da Princesa foi abortada no fatídico dia 15 de novembro de 1889.
Acompanha esta e outras matérias da atualidade no Boletim Herdeiros do Porvir.
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ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA

O dia 13 de maio é considerado data cívica no Brasil.
PRINCESA ISABEL “A REDENTORA”
Foi cognominada a Redentora, pois quando regente do Império brasileiro assinou a Lei Áurea que aboliu a escravidão no Brasil. Assim como, inclusivamente, escreveu que defendia a reforma agrária e o sufrágio feminino. Foi a terceira chefe de Estado e chefe de governo brasileiro após sua avó Leopoldina e sua trisavó Maria I.
Na época em que os portugueses começaram a colonização do Brasil, não existia mão-de-obra para trabalhos manuais. Diante disso, eles procuraram usar o trabalho dos índios nas lavouras; entretanto, esta escravidão não pôde ser levada adiante, pois os Jesuítas que os catequizavam se colocaram em defesa dos índios condenando sua escravidão. Assim, os fazendeiros passaram a fazer o mesmo que os demais europeus daquela época. Eles foram à busca de negros na África para submetê-los ao trabalho escravo em sua colônia. Deu-se, assim, a entrada dos escravos no Brasil.
O processo de abolição da escravatura no Brasil foi gradual. Em 19 de maio de 1826, dom Pedro I do Brasil ratificou a convenção de 23 de novembro de 1825 entre Brasil e Inglaterra que declarava extinto o tráfico de escravos; Lei Eusébio de Queirós de 1850, seguida pela Lei do Ventre Livre de 1871, a Lei dos Sexagenários de 1885 e finalizada pela Lei Áurea em 1888.
A palavra Áurea, que vem do latim Aurum, é uma expressão de uso simbólico que significa “feito de ouro”, brilhante, magnífico, nobre ou “de muito valor”.
REPÚBLICA
Após a abolição, a vida dos negros brasileiros continuou muito difícil. O estado brasileiro não se preocupou em oferecer condições para que os ex-escravos pudessem ser integrados no mercado de trabalho formal e assalariados. Muitos setores da elite brasileira continuaram com o preconceito. Prova disso, foi a preferência pela mão-de-obra européia, que aumentou muito no Brasil após a abolição. Portanto, a maioria dos negros encontrou grandes dificuldades para conseguir empregos e manter uma vida com o mínimo de condições necessárias (moradia e educação principalmente).
“A questão abolicionista impunha-se desde a abolição do tráfico negreiro em 1850, encontrando viva resistência entre as elites agrárias tradicionais do país. Diante das medidas adotadas pelo Império para a gradual extinção do regime escravista. Essas elites reivindicavam do Estado indenizações pelos escravos a serem libertados por lei. Estas indenizações seriam pagas com empréstimo externo.
Com a decretação da Lei Áurea (1888), e ao deixar de indenizar esses grandes proprietários rurais, o império perdeu o seu último pilar de sustentação. Chamados de “republicanos de última hora” ou Republicanos do 13 de Maio, os ex-proprietários de escravos aderiram à causa republicana, não por causa de um sentimento, mas como uma “vingança” contra a monarquia.
Na visão dos progressistas, o Império do Brasil mostrou-se bastante lento na solução da chamada “Questão Servil”, o que, sem dúvida, minou sua legitimidade ao longo dos anos. Mesmo a adesão dos ex-proprietários de escravos, que não foram indenizados, à causa republicana, evidencia o quanto o regime imperial estava atrelado à escravatura.
Assim, logo após a princesa Isabel assinar a Lei Áurea, João Maurício Wanderley, Barão de Cotegipe, o único senador do império que votou contra o projeto de abolição da escravatura, profetizou:”
“A senhora acabou de redimir uma raça e perder um trono!” — Barão de Cotegipe
(Ver artigo principal: Abolicionismo no Brasil)
“Prefiro perder a coroa, a consentir na continuação do tráfico de escravos” Dom Pedro II.

Principais fatos da História do Brasil Império (Cronologia)

Principais fatos da História do Brasil Império (Cronologia)
1822 – No dia 7 de setembro, D.Pedro I, às margens do riacho do Ipiranga em São Paulo, proclama a Independência do Brasil. Início do Brasil Monárquico.
1822 – No Rio de Janeiro, em 12 de outubro, D.Pedro I é aclamado imperador do Brasil.
1823 – Reunião da Assembléia Geral Constituinte e Legislativa do Brasil. A Assembléia foi dissolvida por D. Pedro I que criou o Conselho de Estado.
1824 – No dia 25 de março, D.Pedro I outorga a Primeira Constituição Brasileira.
1824 – O nome oficial do país muda de Brasil para Império do Brasil.
1824 – Ocorre o movimento revolucionário conhecido como Confederação do Equador.
1825 – Início da Guerra da Cisplatina, conflito entre Brasil e Uruguai, que queria sua independência.
1825 – A Independência do Brasil é reconhecida por Portugal.
1831 – Sofrendo pressões, D.Pedro I abdica do trono do Brasil.
1831a 1840 – Período Regencial: Brasil é governado por regentes.
1835 – 1845 – Ocorre a Revolução Farroupilha (Guerra dos Farrapos) no sul do país.
1834- Morte de D.Pedro I.
1835 – Revolta dos Malês no estado da Bahia.
1835-1840 – Cabanagem: revolta popular ocorrida na província do Pará.
1837-1838 – Sabinada – revolta regencial ocorrida na Bahia.
1838-1841 – Balaiada – revolta popular ocorrida no interior da província do Maranhão.
1840 – Golpe da Maioridade: D.Pedro II assume o trono do Brasil com apenas 14 anos de idade.
1842 – Revolução Liberal na províncias de Minas Gerais e São Paulo.
1847 – É instituído o parlamentarismo no Brasil.
1848-1850 – Revolução Praieira, de caráter liberal e federalista, ocorrida na província de Pernambuco.
1850 – Lei Eusébio de Queiróz que proibia o tráfico de escravos.
1854 – O empresário Barão de Mauá, em 30 de abril, inaugura a primeira ferrovia brasileira.
1865-1870 – Ocorre a Guerra do Paraguai: Brasil, Argentina e Uruguai contra o Paraguai.
1870 – Lançamento do Manifesto Republicano.
1871 – Promulgada a Lei do Ventre Livre.
1872 – Fundação do Partido Republicano.
1882 – A borracha ganha importância no mercado internacional e o Brasil torna-se um grande produtor e exportador.
1885 – Lei dos Sexagenários: liberdade aos escravos com mais de sessenta anos.
1874 – Chegam em São Paulo os primeiro imigrantes italianos (início da fase de imigração).
1888 – No dia 13 de maio, a Princesa Isabel assina a Lei Áurea, acabando com a escravidão no país.
1889 – Em 15 de novembro, na cidade do Rio de Janeiro, sob o comando do Marechal Deodoro da Fonseca, ocorrem o primeiro golpe de Estado no Brasil a instalação da República (fim do Brasil Império).

OLAVO DE CARVALHO SOBRE MONARQUIA

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