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Arquivo para o mês “julho, 2013”

A História, a grande mestra da vida, nos fornece a resposta.

Por: Francisco Teixeira

Do Livro: “O que é Monarquia, pg.44”

Autor: Rogério da Silva Tjäder

Ao analisarmos o interregno republicano na História do Brasil Imperial, – que durou de 1831 a 1840 e, portanto em outros tempos, veremos que, os homens que compuseram as várias regências, eram cidadãos capazes, íntegros, todos oriundos do 1º. Reinado ou ate mesmo integrantes da corte de D. João VI. Estes mesmos homens austeros que se notabilizaram com a Monarquia, desmandaram-se naquele simulacro republicano, que foi o período regencial, mergulhando o país na desordem política, econômica e social, das revoluções de norte a sul.

A solução para tamanho caos? Apelaram para uma criança de 14 anos de idade. Seria um gênio, um novo messias? Não. Apenas esta criança era o Imperador Constitucional do Brasil, o titular da forma de governo Monárquica, aquele que viria a ser o D. Pedro II.

Resultado: como por encanto, o pais entrou nos eixos. Em cinco anos, a inflação regencial da ordem de 10% ao ano, caiu, vertiginosamente, para 1,8% ao ano, seguindo-se 50 anos de ordem política e administrativa, embasadas na paz.

Poderiam ainda argumentar alguns recalcitrantes que D. Pedro II foi um homem excepcional. Negar seria negar o óbvio, mas o que pesam as incomensuráveis qualidades pessoais do Imperador, é certo que se ele vivesse numa república poderia ter sido tão mau presidente, como tantos outros de boas qualidade pessoais, que governaram o Brasil, nestes mais de 124 anos, e isto posto porque, o mau não é dos homens, mas do regime. Senão vejamos à guisa do exemplo: De 1.868 a 1.989, foram emitidos 86.325 contos de reis. Pois bem, pasmem-se. Somente no ano de 1.890 (1º da república), foram emitidos 86.719 contos de reis, ou seja, mais do que nos 21 anos do regime Monárquico. E o que foi feito com esse dinheiro?

Nada elucida melhor o assunto quanto a ser outros tempos e outra gente, do que aqui inserir um trecho do artigo publicado em 1918 e de autoria de Monteiro Lobato, intitulado D. Pedro II, como fecho definitivo deste trabalho.

…”O fato de existir na cúspide da sociedade um símbolo vivo e ativo da Honestidade, no Equilíbrio, da Moderação, da Honra e do dever, bastava para inocular no país em formação, o vírus das melhores virtudes cívicas. O Juiz era honesto, se não por injunções da própria consciência, pela presença da Honestidade no trono. O político visava o bem público, se não por determinismos pessoais, pela influência catalítica da virtude Imperial, As respiravam, a oposição possibilizava-se: O Chefe Permanente das Oposições, estava no Trono. A justiça era um fato: havia no Trono um juiz supremo, incorruptível. O peculatário, o defraudador, o político negocista, o juiz venal, o soldado covarde, o funcionário relapso, o mau cidadão, enfim, e mau por força de pendores congeniais, passava muitas vezes a vida inteira sem incidir num só deslize. A natureza o propelia ao crime, ao abuso, à extorsão, à violência, à iniqüidade mas sofreava as rédeas aos maus instintos, à simples presença da Equidade e da Justiça no trono.
Ignorávamos tudo isso na Monarquia.
Foi preciso que viesse a república, e que alijasse do trono a Força Catalíca, para patentear-se bem claro o curioso fenômeno.
A mesma gente, – o mesmo juiz, o mesmo político, o mesmo soldado, o mesmo funcionário – até 15 de novembro, honesto, bem intencionado, bravo e cumpridor dos deveres, percebendo a ausência do Imperial Freio, desaçamaram a alcatéia dos maus instintos mantidos em quarentena. Daí o contraste dia a dia mais frisamente entre a vida nacional sob D. Pedro II e a vida nacional sob a curul republicana.
D Pedro II era a luz do baile.
Muita harmonia, respeito às damas, polidez de maneiras, jóias d’arte sobre os consolos, dando o conjunto, uma impressão genérica de apuradíssima cultura social.
Extingue-se a luz. As senhoras sentem-se logo apalpadas, trocam-se tabefes, ouvem-se palavreados de tarimba, desaparecem as jóias.
Como, se era a mesma gente!!!
Mas gente em formação, com virtudes cívicas e morais em início de cristalização.
Mais um século de luz acesa, mais um século de catálise imperial, e o processo cristalizatório se operaria completo…
Consolidar-se-iam os costumes, enfibrar-se-ia o caráter. E do mau material humano com que nos formamos, sairia, pela criação duma segunda natureza, um povo capaz de ombrear-se com os mais apurados em cultura e civilização.

“Para esta obra moderadora, organizadora, cristalizadora, nenhuma forma de governo melhor do quê a Monarquia…”

 

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