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11) A corrupção política nasceu na Monarquia.

Mentira. A corrupção política sempre existiu em todos os tempos, inclusive na época da Monarquia. A diferença é que na época da monarquia ela estava “sob controle” e hoje ela é a regra da república. Tomou conta de tudo.
A melhor pessoa para falar de corrupção no Brasil é Ruy Barbosa. Mas por que Ruy Barbosa? Porque ele nasceu e cresceu durante o Império do Brasil. Sob a influência da Igreja Positivista do Brasil, ele se tornou republicano. Ajudou, inclusive, o Marechal Deodoro da Fonseca a dar o golpe. Mas 2 anos depois, Ruy Barbosa mostrou-se arrependido e passou a defender o regime monárquico. Por quê? Porque ele viu que a república, apesar das boas intenções, não funciona na prática.
Eis as palavras do Grande Ruy Barbosa:
”De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto.”
(Ruy Barbosa, em discurso no Senado, 1914 e fundador da Liga da Defesa Nacional)

“Ao governo pessoal do imperador, contra o qual tanto nos batemos, sucedeu hoje o governo pessoal do presidente da república, requintado num caráter incomparavelmente mais grave: governo pessoal de mandões, de chefes de partido; governo absoluto, sem responsabilidade, arbitrário em toda a extensão da palavra […], negação completa de todas as idéias que pregamos, os que nos vimos envolvidos na organização desse regímen e que trabalhamos com tanta sinceridade para organizá-lo.”
(Senado Federal. Rio de Janeiro, DF (Obras Completas de Rui Barbosa. V. 41, t. 1, 1914. p. 219)

“O regime constitucional na Monarquia, tinha, entre nós, dois largos pulmões, o parlamento e a imprensa, por onde a vida nacional se oxigenava livremente. O nome do Senado não desdizia, ali, das tradições da majestade antiga, não repugnava as grandezas consulares da casa de Cícero e Catão. A tribuna legislativa era gloriosa arena, onde as idéias e as virtudes se batiam pelas aspirações da honra e do civismo.
(…) Outros tempos desbancaram o ranço dessas futilidades. As belezas do presidencialismo brasileiro escorraçaram dos augustos laboratórios da legislação republicana o talento, a eloqüência e a verdade, baixaram, da legislatura em legislatura, naqueles recintos consagrados à caricatura da soberania nacional, o nível da capacidade e do decoro, da independência e da respeitabilidade, poluíram a vida parlamentar de chagas inconfessáveis, de segredos tenebrosos, de pústulas vergonhosas e másculas sem nome.”
(Obras Completas de Rui Barbosa. V. 46, t. 1, 1919. p. 21)
“A República tem vivido de leis pessoais, de reações pessoais, de atos pessoais do Poder Executivo e do Poder Legislativo. […] E a responsabilidade dessa atitude, o hábito de não prever as eventualidades previsíveis do dia de amanhã, tem sido a desgraça, a ruína e a miséria da situação.“
(Senado Federal. Rio de Janeiro, DF (Obras Completas de Rui Barbosa. V. 20, t. 1, 1893. p. 176)
E claro, só para finalizar, eis as palavras proféticas de Machado de Assis:
“Quanto às minhas opiniões políticas, tenho duas, uma impossível, outra realizada. A impossível é a república de Platão. A realizada é o sistema representativo [a Monarquia]. É sobretudo como brasileiro que me agrada esta última opinião, e eu peço aos deuses (também creio nos deuses) que afastem do Brasil o sistema republicano porque esse dia seria o do nascimento da mais insolente aristocracia que o sol jamais alumiou…”
(Machado de Assis em crônica, 5 de março de 1867)

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